Lendas e Curiosidades

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HÓRREOS (CELEIRO)
Dentre as construções que preenchem a paisagem galega, uma das que mais sobressai são os hórreos (celeiros), são celeiros retangulares construídos de pedra ou madeira e separados do solo por pilares. Sempre estão coroados por uma cruz ou por distintos símbolos pagãos sempre relacionados com a fecundidade. Não são comuns os de grande tamanho, embora alguns como os de Araño (Rianxo), Carnota e Lira (Carnota), são de dimensões espetaculares.
Hórreo de palha

A razão de ser dos hórreos é a de guardar a colheita em um lugar ventilado para permitir a secagem de alguns produtos agrícolas como era o caso do milho largamente plantado na região

Existe uma grande variedade de hórreos, o tipo de hórreo (celeiro) mais antigo, é o chamado de cabaceira, ele é pequeno e de planta redonda, seu material de construção é constituído de finas varas de castanha ou sauce entrelaçados que dão lugar a uma bela e curiosa obra de cestaria coberta com um teto de palha. Nas áreas montanhosas e vales do nordeste de Lugo, encontramos um modelo de hórreo com clara influencia asturiana. É de planta quadrada e se apoia sobre quatro pés, seu material de construção é de madeira e sua cobertura é de palha.

O tipo de hórreo mais comum é o de planta retangular do qual podemos distinguir três modelos: de madeira, misto e o de pedra. A variante de madeira é a mais antiga, possivelmente de origem sueva. Encontramos os melhores exemplos nas proximidades de Ourense, e em terras de Betauzos e de O Salnés. Para contemplar os bons exemplares de hórreos misto, começamos nossa rota na costa de Lugo, donde encontramos um modelo construído a base de ardósia e de variadas madeiras. Destacam-se por sua altura e são bastante largos. Nas proximidades de Santiago, os hórreos combinam o uso da madeira com pedaços de granito cuja diferença dos anteriores, é que são mais largos, mais compridos e mais baixos. Praticamente em toda a província de Pontevedra, os hórreos diferem dos modelos anteriores porque combinam uma boa cantaria de granito com a madeira e são geralmente mais largos.

Os hórreos exclusivamente de pedra, seus melhores exemplos encontramos na costa atlântica. São em sua maioria excelentes obras de cantaria que unem fortaleza e beleza e parecem querer seguir fazendo parte integrante da paisagem durante muitos séculos.

Hórreo de pedras

No município de Carnota, encontramos um colossal hórreo do mesmo nome, o mesmo é composto de 22 pares de pés e tem 35 metros de comprimento, ele domina a paisagem. Foi construído entre 1760 e 1783 em duas fases, sua cobertura é no estilo “Finisterrán”. Época em que o milho era a principal fonte de produção na costa galega e com isso surgiram cada vez mais hórreos (celeiros) para o seu armazenamento, não é em vão que nessa localidade abundam deste tradicional graneleiro, competindo alguns com os de Lira e em tamanho com o de Carnota.

Inicialmente o de Carnota contava apenas com 11 pares de pés, porém os lirachos, por rivalidade, puseram-se a construir um com o dobro dos pés entre os anos de 1779 – 1814. Dessa maneira os carnotáns decidiram prosseguir com a sua obra, passando para a construção de uma segunda fase, para tentar superar o de Lira.

As duas construções pertencem ao chamado estilo “Finisterrán” como acima informado cuja característica é pelo uso quase que exclusivo do granito na sua construção, inclusive o teto, ainda que a maior parte delas tenham o teto coberto com telhas fabricadas na região.

Hórreo de Carnota

Como muitas pessoas das paróquias de Santa Columba ou Comba de Carnota e as de Santa Maria de Lira, não chegam a um acordo sobre qual das construções é a maior do mundo, abaixo colocamos as suas dimensões para um confronto.

 
Construção
Pares de pés
Portas
Altura
Comprimento
Carnota 1760 – 1783 22 3 1,90m 34,74m
Lira 1779 – 1814 22 3 1,60m 36,53m

Pelo quadro acima, verificamos que enquanto o de Lira é o mais longo a construção de Carnota tem uma maior capacidade de armazenamento devido a diferença das alturas, pois as suas larguras são iguais.
 

 
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