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Caminho Português

 
 
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De Valença do Minho a Santiago

Este á mais um trabalho do mega peregrino Walter Jorge de O. Almeida

1 - História

Mapa Valença do Minho a Santiago
O Caminho Português a Santiago de Compostela, percorre sempre próximo à antiga via Romana número XIX do “Intinerário de Antonino”, em diversas ocasiões superpondo-se o seu traçado, através de uma grande depressão meridiana, entrando na Espanha por três pontos:

TUÍ;
PORTELA DO HOME; e
FACES DE ABAIXO.

De todas as passagens a mais utilizada pelos peregrinos procedentes da região do Porto e a de Tuí, na região da Galicia, após atravessar o rio Minho, proveniente da localidade de Valença do Minho situada na outra margem, em território português.

Antigamente a travessia entre Portugal e a Galicia na Espanha, era efetuada em barcos até o porto do Penedo a atual praia da Fabrica. Em 1881 foi iniciada e em 1884 finalizada a construção da Ponte Internacional para a estrada de ferro e em 1993 a travessia sofreu melhorias com a construção de uma nova ponte com a finalidade de servir de ligação com a rede de auto-estradas.

O seu percurso em direção ao norte, é como se fosse uma linha reta, seguindo quase que paralelamente com as linhas de alta tensão da empresa espanhola de energia elétrica (FENSA) e com a estrada internacional de Valença à Santiago, sendo que algumas vezes se superpondo-se. Passa por caminhos que cruzam bosques, aldeais e cidades históricas. O Caminho é enriquecido pela presença de Capelas, Igrejas, Conventos, Cruzeiros, não faltando a imagem de “Santiago o Peregrino” para acompanhar e animar o peregrino a continuar a sua jornada.

Historiadores tudenses informam que a tradição assinala ter o Apóstolo Santiago pregado em Tuí, ponto de entrada desta rota Compostelana na Galicia, inclusive, teria o mesmo designado um dos seus discípulos, São Epitácio, como primeiro prelado tudense.

2 - Trajeto

Valença do Minho cidade essencialmente militar, as suas origens mergulham no passado entre lendas e tradições, era conhecida como “Contrasta” (por oposição a cidade de Tuí), alguns historiadores dizem que foi fundado por Ulisses, outro informam que foi D. Sancho I que mandou povoar, obtém foral de D. Afonso II em 1212, posteriormente D. Afonso III manda construir outras fortalezas e melhorar a existente, em 1262 deu-lhe novo foral e muda o seu nome para o atual.

A fortaleza modernizada dispõe de um duplo polígono defensivo, apoiado por doze baluartes e quatro revelins. Tem quatro portas; a de Santiago ou do Sol, a da Gabiarra, a da Frente da Vila e a da Coroada. O peregrino que vinha de Ponte de Lima geralmente entrava pela porta do norte que era chamada de Santiago e saiam pela porta de Gabiarra que era ladeada por duas torres quadrangulares e dava para o ancoradouro donde saiam às embarcações para Tuí.

Em 1381, muitos Cônegos e Roçoeiros de Sé de Tuí, mudam-se para Valença devido ao Grande Cisma. Durante perto de um século (1381/1474), a Igreja de Santo Estevão foi sede da Colegiada de Valença. Equiparada a um bispado, a Comarca Eclesiástica de Valença tem uma administração autônoma e a Igreja de Santo Estevão chama-se de “Sé de Valença”.

Em 1440 o Bispado de Tuí da parte de Portugal, passa para o Bispado de Ceuta e, mais tarde (1572), para o Arcebispado de Braga. Em 1502, D. Manoel I, passa pela cidade quando de sua peregrinação a Santiago de Compostela, e em 1512, concede-lhe nova foral.

No interior da cidade, encontramos um conjunto de edifícios religiosos e civis de grande interesse artístico, dos quais destacamos a Igreja de Santa Maria dos Anjos e a de Santo Estevão, ambas de construção medieval, bem como a Igreja da Misericórdia, de 1779.

. O peregrino após atravessar a ponte sobre o rio Minho procedente de Valença do Minho, penetra na cidade de Tuí, ponto inicial do Caminho Português na Galicia, o antigo hospital situava-se no casarão do atual Museu Diocesano de Tui-Vigo, com fachada para a praça da Catedral. Ávila y la Cueca salientava que “é tanta a sua antigüidade que não guarda memória da sua fundação”. Nele encontramos uma magnifica coleção de esculturas sacra e ourivesaria litúrgica proveniente dos séculos XII ao XVIII.

Uma visita a Catedral Fortaleza de Santa Maria de Tuí, é uma das obrigações do peregrino que utiliza essa rota, a mesma é um verdadeiro símbolo de um passado espiritual e militar grandioso, é uma obra possuindo dois estilos, o românico e o gótico, sua construção teve início entre os anos 1145-75 seguindo o modelo da catedral Compostelana. Durante a sua construção sofreu várias transformações de estilo, sendo que o seu final, por volta do séc. XIII, já sob o estilo gótico. A catedral possui um belíssimo claustro construído na segunda metade do séc. XIII, cujo estilo foi muito influenciado pela arquitetura cisterciense do mosteiro de Oia em Pontevedra. É o único claustro medieval completo que conserva uma catedral galega, com maior valor por possuir uma sala capitular românica do séc. XII. No seu interior não podemos deixar e apreciar o Nascimento e a Adoração dos Reis Magos e dos Pastores ao Menino Jesus. Ainda no seu interior apesar das alterações sofridas com o tempo, podemos contemplar a Capela de Santiago, a Capela do Santíssimo ou Santo Andrés, e a Capela dedicada a San Telmo, construída a partir de 1769. San Telmo era um dominicano português, protetor dos marinheiros, viveu em Tuí e faleceu em 1240. Nesse local em 1549, o padre peregrino Confalonieri celebrou missa quando efetuava sua peregrinação ao túmulo do Apóstolo Santiago.

Em Tuí, podemos contemplar a Capela da Misericórdia cuja origem remonta ao séc. XVI, o Convento das Clarisas, fundação do séc. XVI e construída durante os séculos XVII e XVIII; a Igreja do antigo Convento de San Francisco concluído em 1728; o Mosteiro Beneditino de Rebordáns, onde só nos resta a Igreja em estilo românico; o Mosteiro dedicado a San Domingos, construído em 1330 e reformado em 1728 pelo bispo Arango y Queipo, onde encontramos no eu interior uma igreja no estilo gótico.

Em seguida o peregrino chegará subindo por Salcedo e após percorrer aproximadamente 15 km a Porriño, importante encruzilhada de caminhos que foi e continua a ser, contava, já em 1559, com um pequeno hospital localizado perto da Câmara Municipal, dele temos notícias através de uma manda testamenteira outorgada por Afonso Arias de Saavedra.

Fonte de Santiago Matamouros – Redondela

Após uma visita ao promontório conhecida como “Santiaguinho de Antas”, onde o peregrino merece um descanso, é um local onde podemos achar vestígios que, segundo a tradição, lembram os seus milagres e as pregações do Apóstolo, chega-se a Redondela, município Jacobeo, após percorrermos mais 17 km. A mais antiga lembrança da existência de um hospital em Redondela é de 1502, situado-o nas proximidades da Igreja de Santiago. Confirma a ausência de hospitais anteriores a essa data o relato do peregrino alemão Jerónimo Munzer, que chegou em 1494 a Redondela e teve que se albergar na casa de um compatriota, pois ele não encontrou nenhuma albergaria. As atas das várias pastorais nos falam da humildíssima dotação deste hospital.

Em Redondela o peregrino poderá apreciar a Capela de Santa Mariña ou das Angustias, construída no séc. XVII em estilo barroco; a Igreja Paroquial de Santiago onde o peregrino encontra uma belíssima figura de Santiago Matamouros, onde Gelmírez pessoalmente encarregou-se de consagrar no ano de 1114.

Em seguida, o peregrino continua subindo em direção a Santiago, em Soutomayor, no cimo de um outeiro, encontramos o castelo de Soutomayor local donde podemos contemplar os vales formados pelos rios Verdugo e Oitavén. Continuando, chegamos em Pontesampaio, local onde foi travada nos dias 7 e 8 de junho de 1809 uma famosa batalha entre os guerrilheiros galegos e as tropas francesas do marechal Ney do exercito de Bonaparte. Após percorrer 19 km, o peregrino chega a Pontevedra, cidade que conserva todo o encanto de sua tradição histórica, donde o peregrino não poderá deixar de visitar o monumento por excelência da cidade, “a Peregrina”.

Santuário da Virgem Peregrina

Pontevedra é uma das maiores cidades do referido caminho, possui um dos conjuntos históricos e artísticos mais belos da Galicia, o peregrino não poderá deixar de visitar o Santuário da Virgem Peregrina (séc. XVIII) situado na praça “a Peregrina”, cuja igreja foi concebida pelo arquiteto Arturo Souto e José Mier em 1778, sua planta tem a forma de uma vieira (concha); o Convento de San Francisco do séc. XII; o Convento de Santa Clara que supõe-se pertencer aos Templários, construído no séc. XIV, com cobertura em madeira e abside heptagonal; às ruínas do Convento de Santo Domingo (sécs. XIV-XV); a Fonte da Ferrería (sec. XVI); a Igreja de San Bartolomeu ou Novo dos finais do séc. XVII; a Igreja Conventual de San Francisco (séc. XIV); o Museu de Pontevedra fundado em 1927 e a Basílica de Santa Maria A Grande, patrocinada pelo Grêmio de mareantes de Pontevedra no século XVI, onde esta associado a arquitetura gótica com as tendências renascentistas da época, os mestres Juan de los Cuetos e Diogo Gil nela imprimiram as suas contribuições.

Em Pontevedra, por manda de Teixeira Pérez Fiota (16 de Julho de 1439) funda-se o hospital pontevedrês de “Corpo de Deus”, depois “Corpus Christi”. Em 1597 o mesmo foi totalmente reconstruído por uma fundação do tenente presidente da Câmara Municipal Alonso Maza, encarregando-se da sua administração os irmãos de São João de Deus.

Deixando Pontevedra, logo após 1,8 km, ao passar sobre a ponte do Burgo, o peregrino encontra a Igreja do antigo Mosteiro Beneditino do Divino Salvador de Lérez, construção dos séculos IX e X.

Após percorrer 18 km, passando por Alba e A Peroxa, o peregrino chega a Caldas de Reyes, onde existiu um hospital de propriedade da Mitra. O padre peregrino Juan Bautista Confalonieri relata que se hospedou numa boa albergaria, com muitos quartos, acrescentando que existia, também um lazareto. O peregrino não poderá deixar de visitar a Igreja em estilo românico de Santa Maria de Caldas de Reis do séc. XII.

Em seguida o peregrino passa por Valga e Pontecesures, onde existia um leprosário de San Lázaro de Regueiro, cujo local atualmente encontra-se a nova Igreja da Paroquia, continuando a sua peregrinação chega a Padrón, depois de percorrer 24 km, ponto importante da chegada da rota marítima dos peregrinos que chegam proveniente do Mar de Arousa.

Padrón

Em Padrón o peregrino não poderá deixar de visitar a sua Igreja, onde segundo a lenda, seus discípulos Atanásio e Teodoro amarraram a barca que trazia o seu corpo desde Jaffa na Palestina, a uma coluna de pedra, que se diz ser a mesma que está hoje sob o altar da Igreja Paroquial de Santiago de Padrón. Os mesmos colocam o corpo do Apóstolo sobre uma pedra que amolece e toma a sua forma convertendo-se em um sepulcro, o que vem a dar o nome do lugar: Padrón. Devido a grande movimentação dos peregrinos nesta região, o prelado Rodrigo de Luna doou um terreno, em 22 de abril de 1496 para ali construir um hospital.

Nas imediações de Padrón a aproximadamente um quilômetro de distância, o peregrino deve efetuar uma pausa para descanso e apreciar sobre uma pequena elevação, o local denominado de Santiaguiño do Monte, lugar onde possui um mirador e uma capela dedicada a Santiago, nesse local celebra-se uma importante romaria no dia 25 de julho. Sobre uma das rochas colocaram um altar a descoberto com a imagem do Apóstolo, onde segundo a tradição o mesmo efetuava as suas pregações.

Outro ponto importante é uma visita a Casa Museu Rosalía de Castro. Rosalía é uma escritora considerada uma dos maiores vultos das letras galegas. Na cama onde morreu em 15 de Julho de 1885, podemos ver uma colcha branca de linho, bordada em relevo, com a imagem de Santiago Matamouros.

Após visitar a sua Igreja ponto de chegada do Apóstolo, o peregrino percorre um trecho de aproximadamente 10 km, atinge Teo para logo mais, após outros 13 km, atingir a cidade “Santiago de Compostela”, entrando pela Porta Faxeira, tradicional entrada do Caminho Português na cidade e ponto final de sua peregrinação.

3 - Hospedagem

Em Valença do Minho

Hotel – Valença do Minho (***), Av. Miguel Dantas – 4930, Valença, Tel: 251/82.43.92; Fax: 251/82.43.21.
Pensão – Residencial Lara, 2ª. Cat., Av. Bombeiros Voluntários – 4930-645, Valença. Tel: 251/82.43.48; Fax: 251/82.43.58.
Pousada – São Teotônio – Regional, Baluarte do Socorro – 4930-735, Valença. Tel: 251/80.02.60;Fax: 251/82.43.97. e-mail: guest@pousadas.pt .
Pensão – Padre Cruz – Residencial, 3ª. Cat., Rua do Monte, 56 – 4930-510, São Pedro da Torre. Tel: 251/83.00.40; Fax: 252/83.00.41. e-mail: residencialpadrecruz@clix.pt .
Pensão – Ponte Seca – Residencial, 3ª. Cat., Av. Dr. Tito Fontes, 57 – 4930-637, Valença. Tel: 251/82.25.80; Fax:251/82.25.80.
Pensão – Monte do Faro, 3ª. Cat., Monte do Faro – 4930-583, Ganfei. Tel: 251/82.58.07.
Pensão – Val Flores – Residencial, 2ª. Cat., Esplanada S. Gião, Edif. Val Flores – 4930-768, Valença. Tel: 251/82.41.06; Fax: 251/82.41.29.

Espaço Rural:
Casa do Poço – TH. Travessa da Gaviana – 4930-735, Valença. Tel: 251/82.52.35; Fax: 251/82.54.69. e-mail: eckerlephilippe@aol.com
Casa da Eira – TR. 4930-694, Gondomil. Tel: 251/92.19.05; Fax: 251/92.19.04. e-mail: mail@casaeira.net
Casa Diogo – TR. Lugar do Eido de Cima – 4930-045, Arão. Tel: 251/82.23.06;
Quinta Grande da Raposeira – AT. – 4930-639, Valença. Tel: 251/82.66.18; Fax: 251/82.66.18 e-mail: quintagranderaposeira@oninet.pt
Quinta da Bouça – AT. Lugar da Pedreira – 4930-107, Cerdal. Tel: 251/82.11.01; Fax: 251/82.11.01.

Restaurantes:
Mane – Avenida Miguel Dantas, 4930, Valença. Tel: 251/82.34.02.
Fortaleza – Rua Apolinário da Fonseca, 5. 4930. Valença. Tel: 251/82.31.46.
Monte do Faro – Monte do Faro. 4930, Ganfei. Tel: 251/82.58.07.

Em Tuí

Albergue - Párroco Rodríguez Vazquez s/n. (Rua da Misericórdia) Tel: 986/60.30.43 – Possui 40 camas. Prédio restaurado integralmente de uma antiga casa reitoral situada na zona monumental de Tuí, entre a Capela da Misericórdia e a Igreja barroca de San Telmo. Foi preparado para também ser utilizada como centro cultural e para outros eventos. Possui cozinha com refeitório, sala de estar e lavanderia. Responsável: Carmen Maria González.
Hotel – Parador San Telmo (***) avda. de Portugal s/n.
Posto de Turismo – Praça do Concello, s/n. – Tel: 986/60.36.25.

Em Redondela

Albergue – Praça da Torre, Praça de Ribadavia s/n. Tel: 986/40.41.96 – Possui 64 camas. Edifício restaurado de nome “Casa da Torre”, no estilo renascentista, construída no séc. XVI. Possui cozinha com refeitório, sala de estar, lavanderia, local para a colocação de bicicleta, bem como uma oficina para informações turísticas. Responsável: Maria del Carmen Amoedo.
Hotel Rural – Pazo Torres Agrelo, c/Asnelle de Abaixo, 130. Preço: duplo c/b. 80/120 euros.

Em Pontevedra

Albergue - Rua Ramón Otero Pedrayo s/n. Possui 56 camas. Construção nova situada nas proximidades da estrada de ferro, constando de uma planta contendo todos os requisitos necessários para não só funcionar como albergue, como permitir outras atividades de cunho culturais. Possui cozinha com refeitório, sala de estar, lavanderia, local para colocação de bicicletas, sala diversa para assuntos culturais e oficina para informações turísticas. Responsável: Lino Lopes.
Hotel – Parador Casa del Barón (***) Pza. Maceda, s/n.
Hotel – Rías Bajas (***) rua Daniel de la Sota, 7.
Hotel – Vírgen del Camino (***) rua Vírgen del Camino, 55-57.
Posto de Turismo – Rua Gutiérrez Mellado, 1R/C – Tel: 986/85.08.14.

Em Padrón

Albergue - Rua Costaña do Carmo, s/n, confluência com a rua San José. Tel: 81/81.00.44 – Possui 44 camas. Primeiro albergue de peregrino aberto no Caminho Português, situado em um antigo edifício, nas salas anexas ao Convento de Padrón. Possui cozinha com refeitório e sala de estar. Responsável: Padre Enrique.
Hotel Rural – Casa Marcelo – Xuane – Carcácia (próximo a Padrón) Preço duplo c/b. 40/56 euros.

Em Caldas de Reis

Albergue – Albergue novo situado ao lado da igreja, sob a direção do padre paroquial.
Hotel – Lótus.

Em Teo

Albergue - Balado, Framello, San Juan de Calo. Rua Vilares de Rúa de Franco s/n (antiga nacional 550). Tel: 981/81.57.00 – Possui 28 camas. Edifício novo utilizado simultaneamente para outras atividades de cunho culturais. Possui cozinha com refeitório, sala de estar, lavanderia e local para colocação de bicicletas.

Em Santiago de Compostela

Ver na página “Hospedagens”.
 

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